O começo

A entrada nos Balcãs foi mais gradual do que a princípio imaginei.

Trieste, no nordeste da Itália, foi nossa última parada na Europa Ocidental, mas até a 2ª Guerra Mundial a cidade se chamava Trste e era a mais importante da Eslovênia – ainda hoje há impressões stencils com um inflamado “Trste é nossa” nos muros de Liubliana, a capital do país. A cidade fica em um tentáculo italiano que avança no litoral esloveno e a fronteira é tão próxima que os triestinos abastecem seus carros no país vizinho, onde o combustível é mais barato. Como não poderia deixar de ser, é um lugar de transição, com placas bilingües nas cidadezinhas vizinhas e famílias que não falam italiano. Há ainda nessas vilas a tradição eslovena das osmizas, quando famílias transformam seus quintais em cantinas que servem só o que foi produzido ali – vinho, presunto, pães, tomates secos, azeitonas e queijos.

Trieste

Em Trieste pegamos o ônibus para Liubliana. São 2 horas de viagem por uma estrada de montanhas e árvores: foi assim que um dos países mais verdes da Europa foi se apresentando. E então chegamos na capital, que é pequena, linda, limpa e cara. A parte antiga da cidade cresceu ao redor de um castelo, protegido pelo rio Liublianica, com arquitetura austro-húngara. No centro histórico, as ruas são cheias de bebês e bicicletas e o trânsito é só de pedestes, para o prazer dos turistas e incômodo dos moradores que precisam de carros. E há músicos na beira do rio, com acordeões e instrumentos de sopro. A cidade é tão perfeitinha que parece saída de um conto de fadas.

Fora do centro, arquitetura comunista, grandes parques, alojamentos universitários, casas sem muros, quintais com frutas. A cidade vai raleando até se transformar em pequenas vilas, várias delas com fortes de pedra em cima de montanhas.

E os eslovenos são muito gentis, falam inglês bem e são mais pontuais do que razoável – os trens saem às vezes 2 minutos antes do horário. Nos restaurantes, cerveja em canecas de meio litro, muitas massas, presuntos crus e wi-fi.

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