Dubrovnik

Dubrovnik era a única cidade-estado que rivalizava com Veneza no Adriático, durante os séculos XV e XVI, e, como esta, grande parte de sua riqueza vinha do comércio. Entre os séculos XIV e XVII, a cidade conseguiu se manter independente em uma região onde os territórios eram disputados por grandes impérios. Para garantir sua autonomia, fez acordos primeiro com os húngaros e depois com os turcos, pagando a eles impostos em troca de liberdade.

A decadência começou depois de um grande terremoto em 1667, que matou mais de 5.000 pessoas. Neste momento de fragilidade, a cidade-estado teve que vender parte de seu território aos otomanos – a pequena faixa costeira que hoje pertence à Bósnia. Na sequência foi invadida por Napoleão, em uma dominação que durou poucos anos e em seguida pela Áustria-Hungria, em 1815.

Com o fim da I Guerra Mundial, Dubrovnik passou a pertencer ao Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que mais tarde viria a se chamar Reino da Iugoslávia. Durante um breve período da  II Guerra Mundial, integrou o Estado Independente da Croácia e, com o fim da guerra, a República da Iugoslávia.

Quando a Iugoslávia começou a se desmembrar, Dubrovnik se tornou parte da recém proclamada Croácia, já que quase 90% de sua população era croata. Em 1991, Sérvia e Croácia entraram em guerra. Apesar de ser uma cidade desarmada, exatamente para evitar ataques ao seu patrimônio arquitetônico, ela foi bombardeada por tropas sérvias e montenegrinas, que a cercaram e atacaram durante 7 meses. A guerra durou até 1995, mas só em 2005 a reconstrução de Dubrovnik terminou.

A cidade fica no sul da Croácia, já bem perto de Montenegro, depois da pequena faixa de mar de cerca de 25 kms que pertence à Bósnia e divide o litoral croata. Dubrovnik, patrimônio mundial pela UNESCO desde de 1979, é um dos lugares mais visitados da costa do país, apesar de não muito conhecida no Brasil.

O centro antigo fica completamente rodeado por uma muralha de pedra, construída no século XII, que chega até o Adriático, muito azul, transparente e fundo. De diferentes portas deste muro é possível saltar no mar, de alturas diversas. As ruas são labirínticas, as construções grandes, e há diversas igrejas e imagens de santos espalhadas pela cidade e pela muralha. E como toda a Croácia, Dubrovnik é bastante católica.

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