Rumos

O itinerário da nossa exploração foi se desenhando à medida que seguimos. Muitas variáveis influenciaram na nossa decisão de que rumo tomar. O plano inicial, por exemplo, era de nos limitarmos aos países que fizeram parte da Iugoslávia, mas foi impossível resistir à curiosidade de explorar os vizinhos e a vontade verificar o que ouvíamos pelo caminho. Acabamos passando por todos os países que fazem parte dos Bálcãs. Muitas vezes, nos deixamos levar por conselhos de nativos e de outros viajantes sobre que lugares ir ou não ir. Aconteceu também de, por circunstâncias aleatórias ou convites repentinos, visitarmos lugares completamente inesperados.

De modo geral, a hospitalidade nos Bálcãs é algo incrível. Pessoas que conhecemos pelo caminho abriam não só as portas de suas casas como, algumas vezes, abriam mão da própria cama para nos hospedarem. Além das que conhecemos no mundo real, muitas foi através de um site chamado Couchsurfing. Para quem não sabe do que se trata, é uma rede social em que as pessoas oferecem desde informações sobre suas cidades até hospedagem por alguns dias, de graça. Acabamos achando casas deste modo em Trieste, Liubliana, Moravice, Zagreb, Tirana e Pristina, o que fez total diferença para conhecermos mais profundamente cada lugar, não nos limitando ao ponto de vista turístico. Só não conseguimos em mais cidades porque viajávamos em pleno verão, e a procura estava bem maior que a oferta. Na verdade, o Couchsurfing cresceu muito e está perdendo o caráter mais alternativo do começo, quando as pessoas estavam de fato interessadas no intercâmbio cultural. Hoje, muitos usam apenas como uma forma de se hospedarem de graça. Por isso, vários usuários estão migrando para outros sites menores do gênero, como o Bewelcome e o Hospitalityclub.

Podgoritza foi a primeira capital que acabamos não conhecendo. Vários viajantes e mesmo montenegrinos nos dissuadiram da idéia, ao descrevê-la como uma cidade muito cara e, ao mesmo tempo, urbanamente comum. Acabamos optando por seguirmos em direção à Albânia pelo litoral mesmo. E afinal era verão, e estávamos hipnotizados pelo Mar Adriático. Assim, acabamos parando em Ulcini, uma cidadezinha de maioria albanesa-muçulmana, no litoral sul de Montenegro, perto da fronteira com a Albânia.

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