Transição

A mudança geográfica e cultural do território albanês para o macedônico é bastante óbvia. Assim que cruzamos a fronteira, os áridos montes da Albânia deram lugar a outros bem irrigados, passando do bege para o verde, drasticamente. Notamos também, quando chegamos em Ohrid, que as ruas da cidade eram bem mais limpas do que as albanesas.

E é claro, a contrastante transição linguística. Voltamos a ouvir as velhas palavras eslavas, com as quais já havíamos nos habituado nos outros países da ex-Iugoslávia, e das quais sentimos saudades na nossa curta passagem pela Albânia. A língua macedônica, entre as línguas de origem eslava faladas nos Bálcãs, é a mais próxima da búlgara, herança da época em que a Bulgária constituía um império, com seus tentáculos pousados sobre a região. Alguns búlgaros chegam a insultar os vizinhos, dizendo que o macedônio não passa de um dialeto da língua deles.

E lá finalmente entramos em contato com o belo alfabeto cirílico, que estávamos curiosos para decifrar.

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